Conferência
16.05.2026
17:00
Muzeu
Moderação: António Guerreiro
Gratuito
Língua Gestual Portuguesa na sessão
Disponível tradução em Português e Francês
De acordo com José Gil, a filosofia procura o real que torna possível um mundo. É através desta busca que o filósofo português tem explorado um vasto conjunto de temas ao longo da sua carreira, na qual, recentemente, se inclui uma análise incisiva sobre as questões da tecnologia e a sua relação com a política e a arte. A omnipresença das Big Tech e o condicionamento que operam no domínio do real, bem como a alteração de paradigma político e social introduzido pelas tecnologias de Inteligência Artificial serão tópicos para uma comunicação de José Gil, seguida de uma conversa com o cronista e crítico literário António Guerreiro.
José Gil
José Gil nasceu em Moçambique, fez o curso de Filosofia em Paris, terminando com uma Tese de Doctorat d’Etat sobre “O corpo como campo do poder”. Lecionou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa, Collège International de Philosophie de Paris, New School for Danse Development em Amsterdão e Universidade de São Paulo (PUC). Trabalhou em Estética, Filosofia do corpo e Filosofia política. Publicou artigos e ensaios científicos em revistas e enciclopédias, alguns romances e numerosos ensaios de que se destacam “Fernando Pessoa ou a Metafísica das sensações”, “Salazar – a Retórica da Invisibilidade”, “Portugal hoje – o Medo de existir”, “Caos e Ritmo”, “Morte e Democracia”.
António Guerreiro
António Guerreiro, licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi jornalista cultural e crítico literário jornal Expresso. É atualmente cronista no jornal Público. É um dos fundadores da revista cultural Electra, publicada pela Fundação EDP, da qual é editor. É docente convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É autor dos seguintes livros: “O Acento Agudo do Presente” (2000), “O Demónio das Imagens. Sobre Aby Warburg” (2018) e “Zonas de Baixa Pressão” (2021).